capítulo 11

     Sábado pela manhã. acordo com aquela vontade de sair sem destino ou hora pra chegar em casa. Calço meu all star meio surradinho, tomo café,tento arrumar o cabelo mais sem muito sucesso e saio por ai...
Com fones de ouvido e uma possível musica ora grunge, ora sem destinção de gênero me motiva a continuar prosseguindo. Vejo rostos mais esquisitos, misteriosos e comuns. Aquele vendedor de frutas, aquela atendente da loja ou até mesmo um outro qualque á espera do condutor. Os carros para onde vão? E as crianças brincam para que? 
     Muitas faces, varias pessoas onde abrigam-se mundos, e histórias pra contar.
     Essa é minha mania, olhar para os lados perceber nos outros que deve haver algo além da aparência, ou esteriótipo comum.
     Ja me vejo longe de casa, janelas abertas deixam a brisa entrar nos prédios e casas, nos fones tocam uma musica qualquer, Led Zeppelin talvez, e me bate uma saudade de pessoas que ainda nem conheci.. 
     Dia estranho esse em que nada nem mesmo eu pareço existir, por momentos me vejo no delírio quando cansado me sento num banco de uma praça qualquer e começo a pensar no que se encaixa tudo o que se passa pela minha óptica como sendo uma realidade absoluta. Qual é a força que faz nossos corações baterem, nossas vidas prosseguirem e nossas historias sendo escritas ou contadas? Todos nós somos livros ou filmes, sendo escritos ou dirigidos. 
     Em minha mente começo a me lembar de pessoas que fizeram parte de mim por momentos felizes, que pareciam nunca acabar e vejo o quanto estão distantes, vejo o meu presente e não consigo ver além disso. Meus dias estão normais (acordar/ trabalho/estudo/namoro/estudo/dormir...repete tudo de novo/ cinco dias na semana/...Sábado/Domingo/...) e isso me deprime. Me levanto, avisto bêbados a conversarem assuntos de futebol ou mulheres, passo adiante, entro em qualquer loja a atendente me recebe com um sorriso de plástico, compro o que tinha de comprar e volto para casa. 
     Um brinde, a loucura, a solidão e ao vazio.