capítulo 6

    
     Aqui estou eu, depois de dias, tudo estava normal até ontem, domingo 3 horas da madrugada aquela melancolia toma conta do meu ser. Eu tinha me conformado com a vida, tentava viver normalmente, vivendo somente, mais ontem me bateu aquela sensação desgraçada de que nada tem sentido. Não consigo mais me enganar, o buraco no meu peito toma conta de mim, por fora alguém normal, sorrindo, sendo gentil, amável, mais dentro do meu ser tem aquele pobre diabo frágil, melancólico e totalmente quebrado e destruído.
     Decidi tirar a máscara, de uma vez por todas, vou desistir. Não vou mais me importar com essa miserável vida, deixo tudo seguir como uma ventania sem destino. Se nos dias anteriores eu estava alegre ou iludidamente feliz por apenas existir, hoje me sinto um miserável, olho para trás e vejo uma marionete fingindo ser quem não é, com um sorriso de plástico em um rosto de mentira.
    Me sinto tremendamente deprimido... Não há razão pela qual viver mais não sei por que mesmo assim escolho a vida. Pensar na vida é deprimente, a cada dia que amanhece parece um novo inferno ou o mais terrível deles. Não passo de um animal que se acha especial ou até mesmo as vezes (egoistamente)  melhor que os outros, mais a verdade é que eu não sou nada nem ninguém. Nunca fiz nada de importante, nunca fiz nada que seja considerável. e do jeito que as coisas andam nunca vou fazer...
     Vivemos para destruir, destruição é o que a raça humana sabe fazer de melhor. A pior coisa que pode existir são esses demônios chamados humanos. Não aguento mais meu emprego, não aguento mais acordar todo dia, estou cheio de tudo! As noites para mim estão sendo terríveis, eu quero dormir e não acordar nunca mais, quero acreditar que nada disso é real, quero adormecer em minha consciência, cair no mar do esquecimento. Não mais existir, mais que droga! Não é tão fácil assim, desisto de mim, não me importo mais com o futuro e com o que há de vir, mais nem tudo é como agente quer se fosse assim seria ainda pior, seria drástico. Foda-se!